Verdade das Palavras
A verdade é construída através das palavras
Que revelam nossos sonhos e desejos
De ver a vida cada vez melhor
Sendo o pensamento como um negativo
Que a palavra revela como uma fotografia
O que o dicionário explica
Nem sempre é o que a vida mostra
As palavras ajudam a construir um novo dia
Revelando segredos e dores
Ajudam a dizer que está tudo errado
As palavras podem ser combinadas
Se combinadas com ódio
São dores que machucam o coração
Se reunidas com amor
São amores que fazem uma canção
domingo, 5 de junho de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Nasci pra esperar
Eu não sei
Eu não conheço
Eu não ouvi
Eu não falei
Eu não vi
Eu não fui
Não voltei
Porque eu não estava aqui
Eu não estava
Eu não estava
Eu não estava lá
Eu fui vencido
Pelo marasmo
Eu nasci pra esperar
A hora certa
A hora certa
A hora certa vai chegar
Quem sabe um dia
Quem sabe um dia
Eu vou me libertar
Mas eu não sei
Eu não conheço
Eu não ouvi
Eu não falei
Porque eu não estava
Eu não estava
Eu não estava lá!
Eu não estava aqui em nenhum lugar.
Eu não sei
Eu não conheço
Eu não ouvi
Eu não falei
Eu não vi
Eu não fui
Não voltei
Porque eu não estava aqui
Eu não estava
Eu não estava
Eu não estava lá
Eu fui vencido
Pelo marasmo
Eu nasci pra esperar
A hora certa
A hora certa
A hora certa vai chegar
Quem sabe um dia
Quem sabe um dia
Eu vou me libertar
Mas eu não sei
Eu não conheço
Eu não ouvi
Eu não falei
Porque eu não estava
Eu não estava
Eu não estava lá!
Eu não estava aqui em nenhum lugar.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
domingo, 27 de março de 2016
Sonhando
Eu vi o vento pela janela
A cor do ar pra mim se revelou
O que era incolor virou arco-iris
O colorido se desbotou
O ar em cores e o mundo preto e branco
Animais e plantas e prédios e vilarejos
A relva e o barro e o asfalto
Viraram gradações de cinza tão cinza
Sonhos seriam simplesmente
Ou um desejo com ardor
Realidade, uma pitada de loucura
Tudo voltou ao normal
Será que estava sonhando acordado?
Ou seriam apenas delírios?
Eu vi o vento pela janela
A cor do ar pra mim se revelou
O que era incolor virou arco-iris
O colorido se desbotou
O ar em cores e o mundo preto e branco
Animais e plantas e prédios e vilarejos
A relva e o barro e o asfalto
Viraram gradações de cinza tão cinza
Sonhos seriam simplesmente
Ou um desejo com ardor
Realidade, uma pitada de loucura
Tudo voltou ao normal
Será que estava sonhando acordado?
Ou seriam apenas delírios?
sábado, 19 de março de 2016
Final poético
Todos os poetas morreram
E agora, o que será do amor
E de todos aqueles sentimentos tão lindos
E tantas vezes tão confusos
Daqui pra frente
Quem nos irá contar histórias
Tão bobas, felizes e banais
Refletir sobre as agruras do existir
Agora que todos os poetas morreram
Quem falará baixinho em nossos ouvidos
E nos fará juras de amor eterno
E nos contará fábulas cheias de lições morais
E quem nos fará voltar a ter os pés no chão
Nos obrigando a pensar
Sobre tantos temas desagradáveis
Tantas desigualdades, desencontros e corrupção
Já que todos os poetas morreram
Quem sabe não deveríamos começar
A fazer poesia sobre algo
Que não deveria ter fim
Tal arte tão antiquada
Que não tem lugar em meio à nossa pressa
Queremos resultados imediatos
E não há lugar
Para coisas profundas e rebuscadas
A leveza que o novo tempo exige
Também pode nos levar
À falta de compromisso
À distância não apenas dos outros
Mas também de nós mesmos
Pão e circo
Coisa tão antiga e tão atual
Afinal merecemos nos desligar, desplugar
De tanta tensão e estresse
E lá vai poesia
Parece que vai saltar da ponte
Ir ao encontro do vazio
Final poético, não?
Todos os poetas morreram
E agora, o que será do amor
E de todos aqueles sentimentos tão lindos
E tantas vezes tão confusos
Daqui pra frente
Quem nos irá contar histórias
Tão bobas, felizes e banais
Refletir sobre as agruras do existir
Agora que todos os poetas morreram
Quem falará baixinho em nossos ouvidos
E nos fará juras de amor eterno
E nos contará fábulas cheias de lições morais
E quem nos fará voltar a ter os pés no chão
Nos obrigando a pensar
Sobre tantos temas desagradáveis
Tantas desigualdades, desencontros e corrupção
Já que todos os poetas morreram
Quem sabe não deveríamos começar
A fazer poesia sobre algo
Que não deveria ter fim
Tal arte tão antiquada
Que não tem lugar em meio à nossa pressa
Queremos resultados imediatos
E não há lugar
Para coisas profundas e rebuscadas
A leveza que o novo tempo exige
Também pode nos levar
À falta de compromisso
À distância não apenas dos outros
Mas também de nós mesmos
Pão e circo
Coisa tão antiga e tão atual
Afinal merecemos nos desligar, desplugar
De tanta tensão e estresse
E lá vai poesia
Parece que vai saltar da ponte
Ir ao encontro do vazio
Final poético, não?
Margens Plácidas
As margens plácidas de que rio ouviram o quê
Se esse rio já morreu faz tempo
Onde é que brilham tantos raios fúlgidos
Se a fumaça já ofuscou tudo
Qual é o lugar que está em berço esplêndido
Se a insônia perturbou o tempo inteiro
Onde é que há bosques com tantas flores
Se já arderam e caíram com toda a ganância
E onde será que há vidas tão cheias de amores
Se já não ruíram com toda a indiferença
Será que conseguimos
Conquistar a igualdade mesmo com braço forte
Se existem tantos imunes e impunes
E um povo que morre sem que a justiça seja feita
Será que há mesmo um sonho intenso
Onde o amor e a esperança vão acontecer
Tenho minhas dúvidas pois estamos anestesiados
Com tanta chantagem que vem de todos os lados
Por que precisamos amar e idolatrar
Um lugar onde tão poucos tem tanto e tantos tão pouco
Onde você só tem vez se entrar nesse jogo sujo
Ser filho de fulano ou amigo de sicrano
E o passado glorioso feito de etnocídio, tortura e exploração
Será que vai nos levar a algum futuro
É mesmo esse o lugar que a gente quer pra viver
Pra chamar de pátria, país ou nação
Qual o caminho que se deve seguir
Se apagam as trilhas e omitem os fatos
E sempre tem alguém disposto a puxar o tapete
As margens plácidas de que rio ouviram o quê
Se esse rio já morreu faz tempo
Onde é que brilham tantos raios fúlgidos
Se a fumaça já ofuscou tudo
Qual é o lugar que está em berço esplêndido
Se a insônia perturbou o tempo inteiro
Onde é que há bosques com tantas flores
Se já arderam e caíram com toda a ganância
E onde será que há vidas tão cheias de amores
Se já não ruíram com toda a indiferença
Será que conseguimos
Conquistar a igualdade mesmo com braço forte
Se existem tantos imunes e impunes
E um povo que morre sem que a justiça seja feita
Será que há mesmo um sonho intenso
Onde o amor e a esperança vão acontecer
Tenho minhas dúvidas pois estamos anestesiados
Com tanta chantagem que vem de todos os lados
Por que precisamos amar e idolatrar
Um lugar onde tão poucos tem tanto e tantos tão pouco
Onde você só tem vez se entrar nesse jogo sujo
Ser filho de fulano ou amigo de sicrano
E o passado glorioso feito de etnocídio, tortura e exploração
Será que vai nos levar a algum futuro
É mesmo esse o lugar que a gente quer pra viver
Pra chamar de pátria, país ou nação
Qual o caminho que se deve seguir
Se apagam as trilhas e omitem os fatos
E sempre tem alguém disposto a puxar o tapete
domingo, 3 de janeiro de 2016
Mar de Lama
De tempos em tempos alguém aparece
Alguma coisa em suas palavras
Esclarece que o diabo é bem mais feio que o pintam
No dia seguinte essa pessoa some,
Será por quê?
É que esse é o país sinônimo de corrupção
Se você nunca ouviu falar dele se liga
É o que lhe ensinaram os professores
Será por quê?
Olhe pra rua e o que verá
O mar de lama é oceano
Passa em frente à sua casa
Tudo em volta é podridão
O ar fede tanto assim, ó pátria amada
Um cenário desses, uma só paisagem
Um só sentimento, um só clima no ar
Uma só coisa certa por aqui
Nesse país quem a verdade ousa dizer
Acorda com a boca cheia de formigas
É o alguém que ali falou
É assim o destino do que fala demais
No dia seguinte essa pessoa some
Acaba com a boca cheia de formigas
De tempos em tempos alguém aparece
Alguma coisa em suas palavras
Esclarece que o diabo é bem mais feio que o pintam
No dia seguinte essa pessoa some,
Será por quê?
É que esse é o país sinônimo de corrupção
Se você nunca ouviu falar dele se liga
É o que lhe ensinaram os professores
Será por quê?
Olhe pra rua e o que verá
O mar de lama é oceano
Passa em frente à sua casa
Tudo em volta é podridão
O ar fede tanto assim, ó pátria amada
Um cenário desses, uma só paisagem
Um só sentimento, um só clima no ar
Uma só coisa certa por aqui
Nesse país quem a verdade ousa dizer
Acorda com a boca cheia de formigas
É o alguém que ali falou
É assim o destino do que fala demais
No dia seguinte essa pessoa some
Acaba com a boca cheia de formigas
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